04 abril 2012


Feliz páscoa!

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Minha família no período da páscoa não comia carne, não trabalhava demais, não colocava som alto em casa, me recordo dessa época quando eu era criança.
Minha mãe fazia aquele bacalhau, um caruru, uma comodinha bem especial...
Mas não são as coisas que comemos que nos faz tornar mais santos e sim a nossa reflexão e atitudes na vida.
A Páscoa significa ressureição de Cristo.


"Páscoa é renascimento...
É passagem...
É mudança e transformação...
É ser novo um mesmo ser
Que recomeça pela própria libertação.


Fica para trás uma vida cheia de poeira
E começa agora um novo caminhar
Cheio de luz, de fortalecimento,
Esperanças renovadas,
E um arco-íris rasga o céu
E parece balbuciar que Jesus ressurgiu
para nos provar que o amor
incondicional existe, assim como a vida eterna." Autor - Lilian Russo 


Passando para desejar uma feliz Páscoa para todos.
Um grande abraço!

Deus abençoe!!



Febre em crianças

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De repente, você coloca a mão na testa do seu filho e percebe que ele está mais quentinho que o normal. Com o termômetro, confirma a febre. Pronto! Quem nunca se perguntou: O que fazer? Medico já? Ligo para o pediatra? Em primeiro lugar, fique calma. Segundo os pediatras, na maioria dos casos a febre é menos grave do que parece. É fundamental, no entanto, ficar atenta ao seu filho. “Se a criança estivar ativa, brincando e disposta depois que a temperatura baixar, em geral, não é nada grave. Já aquela que não se sente bem o tempo todo, fica irritada, chorosa, gemente, mesmo quando a febre cede, precisa ser cuidadosamente avaliada pelo médico”, diz o pediatra Cid Pinheiro. Outros sinais que merecem atenção é quando a febre vem acompanhada de vômito, diarreia, manchas na pele, sonolência.


Para ajudar você a entender melhor sobre esse assunto e o que fazer, respondemos às principais dúvidas dos pais:

O que é a febre?

Em primeiro lugar, saiba que ela é um sintoma, e não uma doença. Essa alteração da temperatura faz com que o sistema imunológico libere substâncias para defender o organismo contra vírus e bactérias. As causas mais comuns da febre são infecção (como pneumonia, otite, gripe) ou inflamação (artrite). Ela também pode surgir se houver infecções urinária e intestinal ou viroses. É considerada febre quando a temperatura estiver acima de 37,5 ºC ao ser medida na axila. Já, ao ser medida na boca ou no reto, acima de 37,3 ºC.

Quais são os sinais clássicos da febre?

A criança febril fica com o rosto vermelho, o coração acelerado, respira mais rápido que o normal, sente frio e fica abatida. As mãos e os pés ficam frios e algumas podem ter dores de cabeça e musculares.


Qual é o melhor termômetro para medir a temperatura?

Tanto os de mercúrio quanto os digitais são precisos igualmente. Vale lembrar que os de mercúrio são menos ecológicos, além de terem o risco de quebrar e vazar material tóxico. Ao optar pelos digitais, fique atento ao selo do Inmetro.


- É normal o termômetro registrar uma temperatura mais alta de um lado do corpo que do outro?

Não, normalmente a temperatura é igual em todas as partes do corpo. A temperatura axilar é um pouco mais baixa que a temperatura retal, que é pouco utilizada em nosso meio.

- Quando é necessário medicar? Posso fazer isso por conta própria?

Se a temperatura estiver acima de 37,8 ºC e sempre com a orientação do médico, que vai indicar o medicamento a ser usado e a dosagem. Abaixo de 37,7oC não é necessário nem medicar (nem ligar para o médico) nem correr para o OS. Tire a temperatura a cada hora para ver se ela evolui. Mas é importante analisar o estado físico do seu filho. Há crianças que com 37,6oC já ficam abatidas e com mal-estar. Nesses casos, não há por que esperar subir mais para medicá-la.

- Devo ligar para o médico se meu filho estiver com febre?

Se a temperatura for 37,8oC ou mais, sim. Ele vai indicar um remédio ou pedir para ver a criança.

- Febre em bebês é mais grave?

Se a temperatura estiver acima de 37,8oC, bebês com menos de 3 meses merecem atenção, porque a chance de ser uma doença grave é maior. Retire o excesso de roupa. Cheque a temperatura após 30 minutos. Caso não tenha baixado, ligue para o médico imediatamente.

- Em até quanto tempo a temperatura deve baixar após a medicação?

Normalmente, é preciso esperar de 30 a 40 minutos para a temperatura diminuir. E o principal objetivo não é fazer a temperatura voltar a 36,5 ºC (normal), e sim aliviar o mal-estar da criança. No entanto, se após três horas não baixar, ligue para o médico, ele pode trocar o remédio.

- E se a temperatura subir antes do horário de oferecer o antitérmico novamente?

Em primeiro lugar, fale com o pediatra para que seu filho seja avaliado. Em algumas situações é possível alternar antitérmicos com diferentes composições a cada três horas. As compressas e banhos mornos (nunca frios!) também são coadjuvantes para baixar a temperatura. Nunca dê banho com água e álcool, nem faça compressas com álcool, pois há risco de a criança inalar essa substância e ter uma reação alérgica. Opte também por roupas de algodão e ofereça água (ou o peito).


- Quando há risco de uma convulsão?

A crise convulsiva da febre surge quando a temperatura sobe rapidamente e acontece quando a criança tem em torno de 6 meses a 6 anos. Entre as características estão o tremor e rigidez de braços e pernas. Em geral, a crise dura de 1 a 2 minutos (uma eternidade para os pais) e normalmente não traz sequelas. Nessa hora, além da calma, é preciso deixa a criança confortável, deitada e com a cabeça um pouco elevada, para facilitar a respiração. Se durar mais que esse período, ela deve ser levada ao pronto-socorro. Acalme-se. Esse tipo de problema acontece em um número pequeno de pessoas e apenas uma única vez na vida. Além disso, é preciso haver uma predisposição genética. Se você souber dessa predisposição, medique a criança ao perceber que ela está num processo febril.


- O que fazer se a criança não quiser comer enquanto está com febre?

Não insista. A atenção deve ser grande na hidratação. A criança pode desidratar não somente por causa da febre, mas porque continua perdendo líquidos, por meio da urina, por exemplo. Nesse caso, ofereça sucos, água ou leite, em pequenas quantidades e várias vezes no dia.


- Devo medicar meu filho antes de levá-lo ao pediatra?

Sim. O antitérmico não vai mascarar a doença da criança e vai facilitar a avaliação do especialista.


- Há como prevenir a febre?

Não. Mas há como evitar algumas doenças que podem elevar a temperatura corporal. Por isso, é fundamental manter o calendário de vacinação em dia.


- Qual o melhor jeito de medicar a criança?

A melhor solução é pedir ao pediatra para fazer a prescrição em mililitros e usar uma seringa ou um copo dosador para medir com exatidão a dose do remédio. Você também pode comprar os medidores em uma farmácia. Evite usar colheres para aplicação, pois não é uma maneira confiável. No caso de medicamentos em gotas, nunca pingue diretamente na boca da criança porque sempre vai cair uma gota a mais e, de gota em gota, o organismo pode se intoxicar.


- O que é hipotermia? Por que isso acontece?

Hipotermia é baixa temperatura, que pode ser ocasionada por vários fatores, como exposição ao frio. Em doenças infecciosas graves e em choques podem ocorrer também. O médico deve sempre ser consultado. Vale lembrar que, em crianças pequenas, a temperatura pode baixar durante a noite, mas não deve ser menor que 35,5 ° C. Abaixo de 33° C é preocupante.



Essa matéria foi retirada daqui.

03 abril 2012


Segurança na maternidade: pulseira eletrônica para identificação do recém-nascido pode se tornar lei nas maternidades de São Paulo

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Projeto de lei, aprovado nesta quarta (4), ainda deve passar por nova votação e visa evitar roubos ou trocas de recém-nascidos. Em Campinas, a lei já foi sancionada em junho deste ano, mas não tem prazo para entrar em vigor.


A pulseira de identificação que, hoje, os bebês recebem nas maternidades de São Paulo ao nascer deve mudar em breve. Nesta quarta (4), foi aprovado, em primeira votação, um projeto de lei que torna obrigatório o uso de uma pulseira com sensor sonoro em todos os recém-nascidos, tanto nas maternidades públicas quanto nas privadas. Ela deve ser colocada imediatamente após o parto e retirada na alta, na presença da mãe ou responsável. O objetivo é garantir mais segurança para os bebês, evitando sequestros ou trocas.



Também faz parte do projeto o controle do fluxo das pessoas que entram e saem das dependências dos hospitais, com a instalação em todas as saídas de sistemas que acionem o dispostivo sonoro da pulseira de identificação do bebê.

Ainda sem data prevista para se tornar lei, o próximo passo do projeto é uma nova votação, para, então, ser encaminhado para aprovação do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Em Campinas já é lei!

No mês de junho, a cidade de Campinas, no interior de São Paulo, sancionou a lei que determina que as maternidades e os hospitais do município utilizem nos bebês uma pulseira de identificação dotada de um chip que armazenará seus dados e indicará sua localização.

Apesar de aprovada, a lei necessita de regulamentação para ser aplicada. O processo é longo e envolve diversas camadas do poder público. Tudo precisa ser discutido e aprovado; a escolha dos equipamentos, dos fabricantes, aprovação da verba, entre outras coisas. De acordo com o vereador Tadeu Marcos, PTB, autor da lei, ela deverá entrar em vigor até o próximo ano. Mas não existe uma garantia que isso vá, de fato, acontecer.

De olho na maternidade

Enquanto a pulseira eletrônica ainda não chega a todas as maternidades – apesar de algumas particulares terem sistemas eletrônicos que permitem saber onde o bebê está em tempo real –, você pode ficar atenta à segurança ao escolher o local onde terá o seu filho. Observe como é feita a identificação dos visitantes, que deve se estender à mãe e ao bebê na alta (a pulseira de ambos deve ser checada na saída), como é monitorada a movimentação do recém-nascido e se há seguranças ou câmeras no hospital.



Essa matéria foi retirada DAQUI



Duração de trabalho de parto aumentou mais de duas horas nos últimos 50 anos

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Uma análise feita pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos com base em quase 140.000 partos observou que as mulheres passam atualmente mais tempo em trabalho de parto natural do que há 50 anos. Elas também pesam mais e são, em média, quatro anos mais velhas ao darem à luz. O estudo foi publicado na última edição do periódico American Journal of Obstetrics and Gynecology.

A equipe de pesquisadores comparou dados do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano (NICHD, na sigla em inglês) de quase 40.000 partos realizados entre 1959 e 1966 com aproximadamente 100.000 partos que ocorreram entre 2006 e 2008 nos Estados Unidos. O estudo revelou que, embora o parto natural ainda seja prevalente, a taxa de cesáreas aumentou em quatro vezes no período da análise: o procedimento representava 3% nos anos 1960 e, nos anos 2000, 12%.

Mudanças — Os pesquisadores identificaram que, nesse período, a duração da primeira fase do trabalho de parto — ou seja, quando começam as contrações, levando à dilatação do colo do útero — ficou 2,6 horas mais longa entre mães de primeira viagem e 2 horas entre aquelas que já haviam dado à luz anteriormente. Além disso, as mães da geração mais recente tinham tendência a pesar mais: o índice de massa corporal (IMC) delas antes da gravidez foi de, em média, 24,9, enquanto o daquelas que foram mães nos anos 1960 foi de 23. Um IMC maior do que 25 é considerado sobrepeso e maior do que 30, obesidade. Essas mulheres também eram cerca de quatro anos mais velhas quando deram à luz em comparação com a geração anterior e seus bebês nasceram, em média, cinco dias mais cedo e tinham tendência a pesar mais do que as crianças dos anos 1960.


Para os pesquisadores, parte da explicação para tais mudanças se deve às alterações que ocorreram na prática das salas de parto durante os anos. Uma delas consiste no aumento da utilização da anestesia epidural, utilizada para aliviar a dor do trabalho de parto: a substância foi utilizada em mais da metade dos partos recentes, enquanto, em 1960, foi utilizada em apenas 4% dos partos. De acordo com os autores do estudo, essa anestesia é capaz de aumentar o tempo em que dura o trabalho de parto.

No entanto, esse não é o único fator que pode explicar essas mudanças. Segundo a pesquisa, os médicos administraram o hormônio da ocitocina mais frequentemente nos partos recentes: 31%, em comparação com os 12% nos partos dos anos 1960. O hormônio costuma ser dado às pacientes para acelerar o trabalho de parto, geralmente quando as contrações parecem ter diminuído. Para a equipe, sem o seu uso, o aumento do tempo de duração do trabalho de parto nos últimos anos poderia ter sido muito maior.

Outros estudos são necessários para que uma melhor reflexão seja feita em relação às outras mudanças ocorridas nos últimos 50 anos, como a diminuição do uso da episiotomia, incisão feita na região do períneo para facilitar a saída do bebê. Os pesquisadores acreditam que, embora o trabalho não tenha identificado todos os fatores que contribuíram para o aumento do tempo do trabalho de parto, os resultados já são suficientes para indicar a necessidade da reavaliação das práticas em relação ao parto.